7 de out de 2011 | 04:09 | 3 Comentários

Sexo Seguro é sexo inteligente


Uma das maiores preocupações da saúde geral é a preservação contra DST’s: Doenças Sexualmente Transmissíveis, que podem ser entendidas como qualquer doença que seja transmitida através de relações sexuais. Na grande maioria das vezes, a pessoa que está infectada transmite à outra através da relação sexual, mas também pode ser durante o beijo, sexo oral, penetração com dedos, brinquedos, uso de roupas íntimas, enfim, tudo que proporcione o contato do vírus ou da bactéria de uma pessoa com a outra.

É comum vermos em novelas, filmes e comerciais de TV, pessoas falando sobre o cuidado que deve ser tomado no ato sexual para não transmitir ou contrair alguma doença, indicando o uso de camisinha, etc.

Infelizmente, em pleno século 21, a proteção no ato sexual ainda é um assunto abordado com exclusividade para heterossexuais e homens homossexuais. Informações sobre proteção no sexo entre duas mulheres são quase impossíveis de ser encontradas e não é demonstrado muito interesse por parte do governo para mudar essa situação. Então, fica a dúvida entre a maioria das lésbicas sobre como se cuidar da forma correta para diminuir os riscos.

Para Elvira Filipe, psicóloga e gerente da área de prevenção do Programa Estadual DST/Aids do Estado de São Paulo, o sexo oral é o que oferece maiores riscos de contração de DST’s.“Algumas dessas doenças encontram na mucosa da boca uma porta de entrada para o micro-organismo. Por isso, também recomenda-se não fazer sexo oral logo após ter escovado os dentes ou ter usado fio dental: pode se ferir a gengiva, o que facilita a transmissão de algumas infecções”, comenta.

Muitas vezes, o medo de não ser compreendida pelo/a profissional de saúde ou de ser discriminada, afasta as mulheres dos serviços de saúde, contribuindo para o desconhecimento do próprio corpo e a baixa adesão às práticas de auto-cuidado, fatores que são fundamentais para a prevenção de DST, HIV/Aids, bem como para a prevenção do câncer do colo do útero e de mama.

É importante que as mulheres percam esse receio de obter informações diretamente com profissionais da saúde qualificados. Devemos frequentar ginecologista regularmente, fazer exame papanicolau 2 vezes ao ano e, SIM, informar nosso/a médico/a sobre a nossa orientação sexual, pois essa informação pode fazer toda a diferença na hora do diagnóstico.

Apesar de serem poucas as informações sobre como se proteger na hora de fazer sexo com outra mulher, alguns cuidados são óbvios e simples, por isso, devem ser tomados sem desculpa ou preguiça!

Para começar, é indispensável a higiene básica:
1. Manter sempre as unhas limpas e lavar as mãos antes do ato sexual.
2. Objetos como alicates de cutícula, lâminas de depilação, etc, devem ser esterilizados.
3. Ao utilizar acessórios (dildos, vibradores, etc.), sempre fazer uso de camisinha, trocando por uma nova e limpa de acordo com a alternância entre os acessórios.
4. Evite usar toalhas e roupas íntimas de quem você não conhece direito. E caso você ou sua parceira apresente algum problema de saúde, não usem nada uma da outra até o diagnóstico e a cura completa.

Quanto ao uso de camisinha, as pessoas tendem a relacionar a mesma com a imagem do pênis, mas é importante saber que a camisinha também tem um dos papéis mais importantes no sexo lésbico.

É indicado pelos profissionais de saúde que sejam utilizadas luvas de látex ou dedeiras na hora da penetração, mas, como todas sabemos, usar uma luva não é lá muito sexy, exige muita lubrificação e pode não ser tão confortável para a parceira, dificultando a estimulação e o prazer. Portanto, a dica é: UTILIZE CAMISINHA!

Sim! As camisinhas são uma ótima opção na hora de penetrar a sua parceira, pois elas já vêmlubrificadas, tem opções de texturas e sabores, oferecem a proteção necessária, são simples de usar, e o melhor: são distribuídas gratuitamente em qualquer posto de saúde público.

Em relação ao sexo oral, a indicação atual dos profissionais de saúde é que seja utilizado filme plástico para proteger a entrada do canal vaginal e o clitóris. É super desconfortável, complicado de usar e acaba nos privando de sentir o gosto (Ah! O gosto!) da nossa amada. Sendo assim, mais uma vez a camisinha se torna indispensável. Existem até camisinhas próprias para língua. Eu mesma já usei uma que era igualzinha a língua a dos Rolling Stones, com aquela texturização de espinhos super bacana hahaha…

Vale a pena pegar na mão da sua amada e passear pelos Sex Shops da vida para descobrir maneiras novas e criativas de se cuidar, afinal, fazer sexo seguro é fazer sexo inteligente!

Podemos não ter muitas informações ao nosso alcance, mas toda mulher sabe que deve se cuidar na hora de fazer sexo, sendo com um homem ou com uma mulher. Então, mulheres, corram atrás da sua própria proteção e façam sexo tranquilamente quantas vezes quiser, tendo a certeza de que tudo está bem!

Fique sempre atenta aos possíveis sintomas de uma DST:
1. Aparecimento de feridas (úlceras) em regiões como a vagina, grandes lábios, interior da boca e próximo ao ânus.
2. Corrimento: o corrimento da mulher é maior quando ela ovula, mas é um corrimento clarinho e sem cheiro. Se o corrimento mudar de cor, ficar com um cheiro forte, manchar a calcinha ou tiver um sabor diferente, indica fortemente alguma alteração na flora da vagina e a presença de uma DST.
3. Verrugas nas regiões vaginal e anal são forte indício de DST’s, especialmente o HPV.
4. Ardência ou coceiras, mais sentidas na hora de urinar ou no início ou fim de uma relação sexual.
5. Dor ou mal estar, geralmente uma dorzinha incômoda abaixo do umbigo, na parte baixa da barriga, quando se urina, evacua ou nas relações sexuais.
Se você estiver com algum desses sintomas, procure um médico imediatamente!
1. Faça apenas o tratamento que seu ginecologista indicar. Não aceite indicações de vizinhos, familiares, amigos ou funcionários de farmácia.
2. Siga a receita médica e use os medicamentos na quantidade e horas certas, e até o fim do tratamento. Mesmo que não haja mais sinais ou sintomas da doença, não interrompa o tratamento.
3. Todas as parceiras sexuais devem ser avisadas para que procurem seus médicos também.
4. Evite relações sexuais durante o tratamento.

Sexo é bom, sexo é uma delícia… e pode serseguro! Evite dores de cabeça, converse com a sua parceira sobre como vocês estão se cuidando na hora de fazer sexo. Se você for solteira, tenha atitude e cuide de si mesma. Leve sempre camisinhas na sua bolsa, carteira, mochila… eUSEsem medo de ser feliz!

Se tiver qualquer dúvida, procure ajuda profissional.


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